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Imagineland



Não sei exactamente de onde proveio o meu gosto por escrever. Só sei que me sinto bem e me sinto bastante longe do mundo em que vivo enquanto carrego freneticamente nas teclas do meu computador ou quando faço a tinta deslizar em compassos acelerados no meu caderno predilecto. Quando começo a escrever tenho uma tendência sobrenatural para me sentir embrenhada de tal forma que descrevo aquilo que vejo, aquilo que sinto e aquilo que me trespassa. Às vezes dou conta que estou no meio da trama. Que estou no meio daquela floresta densa que eu própria criei, que corro sem fôlego pelo asfalto em direcção a algo: mas não sou eu. São os cenários que crio que me fazem entrar numa espécie de transe que me fazem viver num mundo imaginário onde eu me sinto bem. Onde vivo aquilo que, porventura, nunca vivi mas espero viver ou estar em locais que só a minha mente pode acessar. De qualquer das formas, não é fácil acordar-me desse estado de transe que se apodera de mim. Escrever, para mim, tem o mesmo encanto que percorrer uma floresta cheia de abetos carregados de neve num dia de Inverno; Sentir a chuva abraçar-me e molhar-me; Sentir o amor de alguém.
Para mim escrever não é uma obrigação nem tão-pouco algo que faço porque é moda: faço-o porque é aquilo que eu gosto e quero, independentemente das opiniões alheias. Eu posso não ter um vocabulário extremamente extenso nem rico mas aquilo que eu quero transmitir não se deve aos vocábulos pomposos e excêntricos: devem-se única e exclusivamente à emoção depositada em cada vocábulo... em cada frase. E em cada história. 

Hayley Sophia Stark Logan


No meu relógio são quatro horas e quatro minutos e apercebo-me que o tempo é imparável. Não pensem que sou doida: às vezes o tempo parece congelar-se. Parece sofrer um arrefecimento que causa, consequentemente um congelamento de nós próprios. Daria tudo para o tempo me dar tréguas e me deixar fazer deslizar mais uma vez a caneta no meu caderno, mas é impossível. Se há prioridades, por que razão não posso fazer da escrita a minha prioridade? Quem foi o demente que inventou tal vocábulo? Não quero ser dominada por esse vocábulo mas vejo-me constantemente esmagada por ele. Tempo. Quem o inventou? Quem inventou os horários? Quem determinou que o dia tinha 24 horas e não mais umas quantas? O período lunar, eu sei mas não será para nos dominar? Não percebo. Não quero sequer perceber. Apenas quero que o tempo pare e se eternize. Nada mais.
Hayley Sophia Stark Logan

1 comentário:

Cármen disse...

Adorei, sabes? Vi-me muito retratada. Quer na despersonalização, quer na independência da escrita face às opiniões externas, quer na conceptualização do tempo. Esse fator, para mim, não existe. É um tabu, uma ilusão.