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sábado, 11 de junho de 2011

Como Desaparecer Completamente - Retrospectiva (Cap. VI)

Stephen tinha-me trazido uma indumentária pouco condizente comigo. Um vestido cinzento com umas flores brancas, umas sandálias rasas e um casaco negro de fecho. Depois da sua súbita intervenção, entregou-me em mãos o que havia trazido, retirando-se e fechando a porta. Olhei para o relógio e vi que eram quase onze da manhã. Levantei o estore branco e vi que o Sol tinha dado lugar a umas pequenas formações de nuvens que vinham do lado do mar. Porém, estava calor e o vento que adejava os arbustos e ervas bravias era quente mas húmido. O Verão não iria ser propício para grandes viagens e para fazer com que o bronzeado se intensificasse.
Enfiei o vestido no meu corpo que me cabia na perfeição e calçei as sandálias negras, pegando, por fim, no casaco. Penteei o meu cabelo e peguei nas minhas coisas, respirando uma lufada de ar fresco. Fechei a porta com força e tirei a mão da maçaneta. Senti algo estranho. A minha mão estava húmida. Voltei a palma da mão para mim e vi-a brotando sangue. Passei a polpa dos dedos pela mão ferida, ficando eles também manchados. Comecei a tremer. Afastei-me da porta e vi que escorria uma massa de sangue assemelhando-se a lavas efusivas. Senti um braço recolher-me.
- Vamos embora. - disse-me Stephen caminhando rapidamente.
A porta do elevador abriu-se num ápice e entramos. Não proferi nenhuma palavra uma vez que este encontrava-se apinhado. Saímos do elevador, Stephen tirou a sua bata branca e entrou no seu Volkswagen reluzente, convidando-me para entrar. Depois quebrou o silêncio que eu tinha instituído.
- O que viste tu? - indagou, colocando a chave na ignição.
- Nada. - respondi, monocordicamente encostando a minha cabeleira castanha ao vidro. Reflecti na sua pergunta e continuei, com uma fúria que não era usual em mim. - Para além disso, o que isso interessa? Eu não vi nada, está bem? Apenas tive uma sensação estranha.
Vi o seu semblante contorcer-se e as suas mãos apertarem o volante furiosamente. Num ápice ele desviou a sua rota, fazendo um carro apitar-lhe, e encostou o carro na berma da estrada. Olhei-o atemorizada e recolhi-me, envolvendo-me como uma concha. Ele soltou o seu cinto de segurança e voltou-se para mim. Os seus olhos esbugalhados, flamejantes, nervosos e confusos olharam os meus e a sua voz soou rude, assemelhando-se a um trovão.
- Eu sei quem tu és, onde viveste, com quem viveste. Sei quem é a tua família, o que fizeste. - Nervoso, cravou as suas unhas nos estofos. Abruptamente a sua voz tornou-se dócil. - Eu não tenho segundas intenções, se é isso que julgas. Não quero dinheiro, não quero qualquer favor sexual nem nada do que possas imaginar. - fez uma pausa demorada, perscrutando a minha face. - Eu só preciso que confies em mim. Que me vejas simultaneamente como um amigo e como alguém que te quer ajudar. 
Começava a sentir-me incomodada com aquele olhar furtivo. 
- Ashley. - As suas mãos pousaram nos meus ombros semi nus e os seus olhos novamente pousaram nos meus. - Eu sinto obrigação de fazer isto por ti.
- Por quê? - balbuciei, desajeitadamente. - Por quê? - A minha voz soou mais forte. - Não me deves nada. Não me deves sequer respeito nem consideração. Eu estou a recusar todas as tuas tentativas de ajuda que me estás a tentar dar. -Baixei o olhar, sacudindo os meus ombros de modo a afastar as suas mãos do meu corpo. Ele pressentiu que o estava a repelir. - Eu não te conheço. - disse pausadamente. - Mesmo que fosses alguém que eu conhecesse de longa data, eu não iria querer ajuda. - menti. 
Ele olhou-me com uma cara de desagrado. Eu sentia-me mal, mas tinha de ser.
- OK. - Acabou ele por dizer. - Recusas a minha ajuda, certo?
Assenti.
- Não te vou ajudar. Aliás, como disseste, eu não te devo nada. Tu é que me deves. Deves-me a vida.
Olhei-o ferozmente.
- Por favor, não fales nisso!
- Por quê?
Respirei fundo.
- Porque... porque não quero falar disso. - respondi de rompante. 
- Está bem. - finalizou. - Podes sair. - Disse, esticando o seu braço para abrir a porta para eu sair.
Olhei-o com as lágrimas a pedirem para brotar. Alcancei com a minha mão a porta. Abri-a morosamente e coloquei um pé de fora, olhando para trás. Em milésimos de segundo dezenas de imagens possíveis para o meu futuro passaram num ápice. Detive-me e cerrei os olhos. Voltei a colocar o pé dentro do seu carro e fechei a porta. Coloquei o cinto de segurança e olhei-o.
- Eu aceito. - admiti com vergonha.
Os seus lábios queriam arquear-se de modo a exibirem um sorriso mas o seu lado racional não o permitia fazer tal coisa. A sua face parecia estar estampada a célebre frase "Eu sabia!". 
O seu braço estendeu-se até alcançar o botão que ajustava o volume do seu rádio. Colocou-o num volume não incomodativo. A música tinha absorvido. Fazia-me lembrar os bons velhos tempos em que vivia em Denver. Fazia-me lembrar os Verões quentes e secos, os terrenos aráveis e as casas baixas onde as pessoas, aos fins-de-semana repousavam numa poltrona no alpendre. Por momentos sorri.
- Conheces? - questionou.
Subitamente acordei. Nem tinha reparado que ele já tinha recomeçado a conduzir. 
- Não. - respondi. 
- Traz-te memórias?
Olhei-o de soslaio.
- Sim. - respondi sorrindo-lhe.
- Boas, por sinal. - concluiu, lançando-me um olhar complacente e cheio de misticismo.
Ele pousou os olhos novamente na estrada.
- Faz-me lembrar Denver. O Verão, especialmente. - disse-lhe. - Eu vivi em Denver até aos treze anos. Nós tínhamos uma pick-up Chevrolet que a minha mãe abominava e costumávamos fazer grandes passeios com ela. - Parei, apercebendo-me da forma como ele me tinha manipulado para lhe contar tudo.
Abanei a cabeça.
- Tu manipulaste-me! - acusei-o.
Ele soltou um sorriso.
- Eu?! Eu fiz-te uma pergunta e tu respondeste de livre vontade. Nada estava implícito. Mas, por favor, contínua.
- Isto é ridículo! Inútil!
Novamente ele voltou a olhar para mim, furioso.
- Tu não és um caso perdido!
Fechei os olhos e continuei.
- Eu e os meus irmãos costumávamos ir atrás, brincando com o Jean que era o nosso cão. Os nossos pais iam à frente, discutindo qual seria a próxima música a tocar, uma vez que naquela altura, todos eram loucos por Led Zepplin e L7. Era engraçado vê-los discutir por uma futilidade mas que para eles parecia ser o mais importante! - Sorri suavemente. - Nós costumávamos ir ver a avó Lia que vivia numa aldeola longínqua dos subúrbios de Denver. Ainda consigo sentir aquele vento seco a ondular-me os cabelos. Por favor, abre a janela.
Ouvi a janela abrir-se e coloquei a cabeça de fora, absorvendo aquele ar revitalizante e cheio de memórias tão remotas mas tão felizes. As lágrimas começaram a irromper quando a imagem de Logan apareceu naquelas mesmas ruas da minha infância. Sorrateiramente, a minha mão pousou na porta. Uma tentativa de suicídio passou-me pela cabeça mas detive-me. Obriguei as minhas mãos a retirarem-se daquele fatal local e afastei-me o mais possível da porta. O vento ainda continuava a entrar. Vislumbrei Stephen. Pregava os olhos na estrada ladeada de pinheiros bravos. Provavelmente viu o que eu iria fazer mas não me disse nada. Fechou a janela.
- O que aconteceu depois? - abordou, lançando um sorriso tímido. 
- Eu sempre fui ligada ao meu irmão mais velho. Sempre o tinha visto como o meu irmão mais velho, o protector, era o atributo que eu lhe atribuía. Sempre me ilibou de todas as confusões. Era corajoso, um rapaz forte, apaixonado pela vida! - Suspirei. - Teve um percurso escolar fabuloso, era o orgulho da família... até que... - estaquei contendo as lágrimas.
Reparei que Stephen me olhou. A sua mão hesitou e acabou por pousar no meu braço. Numa manobra bizarra, enveredou por uma rua repleta de casas que eu diria, luxuosas e parou em frente a uma. Largou-me o braço para estacionar. Respirei fundo e ajeitei o vestido. 
- Anda. - disse ele, abrindo gentilmente a porta do carro.
Estendeu-me a sua mão e a memória contundente de Logan voltou. Ele fazia precisamente a mesma coisa. Limitei-me a sorrir, fingir que estava tudo bem e a colocar a palma da minha mão em contacto com a sua. Ele estranhou a minha receptividade. Não sei como mas senti isso.
Ele ajudou a carregar as minhas malas não sabia bem para quê mas pronto... 
A sua casa era modesta, não muito opulenta e tinha apenas o necessário. Uma grande televisão ocupava quase toda a parede da sala e em frente um sofá negro estendia-se, convidativo, como se dissesse "Senta-te". Efectivamente sentei-me. Stephen sentou-se posteriormente, atirando-se como uma criança para uma piscina de guloseimas. Com a ponta dos seus ténis, descalçou-se. Sorri.
- Desculpa, mas odeio ter de andar assim todos os dias... - Chutou os ténis para o outro canto da sala e virou-se para mim. - Deixámos algo pendente... lembraste?
Era impressionante a forma como ele me conseguia manipular! Não no sentido literal mas ele conseguia arrancar de mim a verdade por mais profunda que estivesse. As palavras não saíam atropeladas, saíam límpidas, com normalidade apesar de uma dor dilacerante me percorrer o corpo.
- Depois... ele foi para a Faculdade. Foi para Ohio, longe da família. Ligava-nos periodicamente mas nós denotávamos algumas diferenças... ele era eufórico, o seu tom de voz sempre alegre, as suas piadas e o seu bom-humor. Porém, as chamadas tornaram-se repetitivas, enfadonhas. Qualquer coisa o irritava. Ele não era o Shannon, o meu irmão mais velho. Parecia um homem de cinquenta anos quando na verdade tinha apenas vinte e dois! - fiz uma pausa. As lágrimas irromperam incessantemente. Olhei para Stephen que se encontrava imóvel e quase chegando ao cerne da história. Porém, continuei. - Shannon passou mais de dois meses sem nos ligar... Entretanto eu acabara de fazer dezasseis anos e ele nem sequer me tinha desejado os parabéns. Decidi então rumar a Ohio e encontrá-lo. Inventei uma desculpa para faltar às aulas e engendrei algo para os meus pais me darem o dinheiro que necessitava e me deixarem ir. - Respirei e fiz uma pausa. - Não me quero lembrar do que aconteceu posteriormente. Podemos parar por aqui? - indaguei-o.
Os seus olhos estavam postos num ponto fixo da sala. Parecia ter-se embrenhado naquela história, parecia absorto, mas eu sabia que ele estava a analisar-me como estava sempre a fazer desde que me conheceu.
- Lembra-te que não existem pontos finais nas histórias, ou se existem somos nós que os colocamos. A morte não é um ponto final; são reticências porque nunca sabes o que está para além delas. Podes tomar as decisões que quiseres, quando quiseres mas tens de ter em conta que há coisas que devem ser partilhadas e não reservadas num local recôndito. - sorriu. - Eu não quero saber a tua vida. Eu quero saber para ajudar. A decisão é tua.
Ele tinha razão, como sempre. À medida que ia debitando toda aquela informação, sentia-me mais leve e aliviada.
- Quando cheguei a Ohio senti um calafrio. Caminhei até ao local que me tinham dito onde ele habitava e eu mal o conheci. Estava velho, parecia estar a definhar e completamente pedrado. Lembro-me que fiquei em estado de choque. Contudo, aproximei-me dele e ele recuou amparando-se nas paredes que o circundavam. Recordo-me que ele começou a chorar e eu tentei abraçá-lo mas ele não me deixou aproximar. Apenas me disse "Vês no que eu me tornei? Por favor, Lia, vai e deixa-me sozinho.". Não lhe obedeci. Fiquei com ele durante duas semanas e consegui desviá-lo das drogas. Porém, no dia vinte e três de Dezembro... quando acordei, ele não estava no seu quarto. Estava tudo intacto. A sua cama estava perfeitamente feita, estava tudo asseado. Com medo dirigi-me à casa de banho e mesmo antes de abrir a porta senti um arrepio que me percorreu todo o corpo. Dei de caras com um envelope colocado no lavatório também ele limpo, tal e qual como o havia deixado. Estiquei a mão, trémula e fechei completamente a porta vendo que ele se encontrava ali, pálido, sem vida. - Baixei a cabeça e limpei as lágrimas. - Ao contrário do que pensas, ele não injectou droga nem "snifou" nem nada do género. Suicidou-se porque não se sentia bem com ele próprio...
Stephen estava hirto. Os seus olhos não brilhavam, a sua postura era rígida, observando-me meticulosamente. Aquela retrospectiva exaustiva fez-me desejar quebrar-lhe a cara por me ter quase obrigado a contar-lhe coisas que nem aos meus pais havia contado nem a Logan com tantos pormenores. Sentia raiva. Inexplicavelmente sentia raiva de Stephen por me conseguir arrancar a verdade. No entanto, contive-me e olhei para o lado oposto na tentativa de não sair fora das estribeiras.
- Foste muito corajosa em me contar aquilo que se passou. - disse numa voz tão baixa que era quase imperceptível. - É nisto que me baseio, Ash.
Olhei para ele com fúria mas detive-me num segundo. A sua face parecia ter vivido cada episódio que lhe contei e mal olhei para ele, as lágrimas escorreram impiedosamente. Ele puxou-me para si, abraçando-me e eu não ofereci resistência. Limitei-me a imaginar que era Logan, uma vez que ele fez precisamente a mesma coisa.

P.s Desculpem a dimensão mas é que não consegui fazer menos!

35 comentários:

carina, disse...

adorei :)*

Al* disse...

nao faz mal, em relação ao tamanho. Ainda que está assim, tens que te redimir por estar tanto tempo sem escreveres :c - ahah. tirando isto, como sempre, gostei. Parece-me um novo capitulo na vida da Ash, um renascer. Quero mais, por favor ;)

kiss, Al*

Bee :D disse...

Ainda bem que está grande, para compensares o tempo que não escreves :p
Adorei! Quero mais! :D

Rita Farinha disse...

adorei

Al* disse...

Sim, concordo ctg. O passado anda sempre á espreita e a tentar mexer com o nosso presente. De certo, é isso que tentas expressar nesta história :)

Kiss, Al*

Christian disse...

Quanto maior a dimensão, melhor para quem gosta de ler de verdade. Gosto muito do jeito que escreve, sabe fazer descrições tão boas que nos sentimos dentro do cenário. Este é um recomeço misterioso para Ash, pareceu-me. Como sempre, adorei. Parabéns por seus escritos.
E quanto ao tumblr, tentes mudar a senha, quero vê-lo. Não liguei mesmo para as críticas, só as acato quando são construtivas e gostei muito daquele mini blogue onde nos expressamos com imagens e poucas palavras mas que podem dizer muito. Bom domingo Hayley. E continue escrevendo esta estória.

carina, disse...

obrigada eu! :)* beijinho

Gonçalo disse...

mais um grande capitulo :)

-isabel ♥ disse...

Gostei muito do blog *.*
Também gosto de escrever histórias!

Bee :D disse...

Obrigada querida :D

Soraia Torres disse...

ora essa , obrigada eu ;)

Al* disse...

Estou numa dessas fases que dises que está na moda e estou a tentar descrever exactamente o contrario nesta historia - requer mais de mim e que me baseei em momentos menos bons da minha vida e nao é assim tao mau pois está a ajudar-me a lidar melhor e a avançar. Quis mudar um pouco e optei pelo 'drama'

Al* disse...

Ah percebeste-me mal. O que estava a tentar diser é que neste momento estou bem comigo e que escrever um drama exige muito mais de mim. Nao quis diser que estava feliz por estar na moda ou assim.

Também me identifico nas tuas histórias e gosto essencialmente dos teus promenores :)

Al* disse...

Então, que se passa? Entrar em stress?

Al* disse...

Ahahah, estou como tu - cansada!
Apesar de já ter dormido sinto-me cansada -.- e também devido à ramboia (baile de finalistas)

Victória J. Esseker disse...

Ela sempre foi assim. É terrivel porque é a minha melhor amiga e não a vou abandonar. A vida dela smp foi horrivel e embora ela sorria ela esta mal... Em fim... Há que lutar! E espero que ela acorde!

Vica disse...

ohw , que querida <3 só por causa de ti vou postar o próximo capitulo hoje ou amanha :D

мαя™ disse...

As desculpas que uma pessoa arranja para não ir estudar! xD
Claro que sim, então, isto das férias é assim :P
Segundo os meus cálculos já devia ter começado a estudar à uma semana *facepalm* mas depois passou-me ao lado xD

Boa sorte com Biologia!

мαя™ disse...

Geografia é uma grande bosta, é o que é --' Uma seca descomunal, a única coisa 'engraçada' é a parte da Europa, porque de resto...

Geologia acredito que seja mais interessante!

Christian disse...

Hayley, teu tumblr tá giro! Gostei de lhe ter por lá também. Só que ainda estou muito ignorante, podes ajudar-me? Não sei nem como se faz para colocar um liked no post de alguém. haha, pode me chamar de asno! Sou asno assumido! Tentei trocar o theme e minha foto sumiu haha. Não tenho jeito, muito burro.

Christian disse...

o reblog o asno entendeu. haha. Eu pensei no coração, mas quando apertei não aconteceu nada. haha. #asno. O desculpa então é apenas o trecho de uma crônica com esse nome que fará parte de um outro livro meu que sairá e se chamará Gritos de Cansaço Ácidos e Etĩlicos, que será um desabafo das coisas falsas que eu odeio, alguns gritos de cansaço de certas atitudes, bem ácidos e etílicos porque escrevi as crônicas com vodka na cabeça. Me agradei que gostastes do trecho. :) Não estava tão bêbado então haha. Se não queres identificação, melhor postar em inglês, eu vou postar de tudo que vier a cabeça. É difícil mesmo escrever pouco, mas para nós é um desafio e sei que como eu, amas um desafio. ;)

Christian disse...

O primeiro livro que publicarei é uma novela e se chama 11 Noites Insones. :)

Christian disse...

Ah sim, minha vida desde miúdo foi sempre escrever e escrever e escrever. Comecei a escrever histórias com 7 anos e fazia cópias para meus colegas de colégio e professora lerem. haha. Aí uma professora incentivou-me muito, devo muito a ela, ela era minha mestra, porque professora é pouco pelo que fez por mim. Agora tenho alguns livros prontos sim, uns seis, um publiquei independente em uma gráfica mesmo, chamado Irrealidade Virtual, mas ainda quero publicá-lo com uma editora, como os 11 Noites Insones, e tenho uma série que farei gratuitamente em um blog, quero que a acompanhes e vejas se gostas de meu trabalho. ;) Quanto ao tumblr, será um grande desafio para nós, a ver o que vai dar. haha. Não é tédio como twitter. haha

Christian disse...

Sim, mas ao ler os textos eram piadas haha. Devemos muito aos nossos professores então.

Christian disse...

Pois, é verdade, penso que isso acontece porque adquirimos maturidade e daí não conseguimos acreditar que somos a mesma pessoa que escreveu aquelas coisas. Para mim, minha mestra foi imprescindível. E tens que escrever um livro também, esta história mesmo daria um bom livro. O tumblr estou a me habituar aos poucos ainda, recebi uma mensagem estranha de uma preocupada com a minha foto. haha

Christian disse...

Eu também escrevi em segredo grande parte de minha vida, só quando ganhei um concurso em meu colégio que meus pais vieram a descobrir que eu escrevia. Mas foi triste, eles nem ligaram e hoje nem ligam se eu escrevo ou deixo de escrever, não dão valor. Tampouco vou ficar esperando aprovação deles, quero que editoras me aprovem. :P. E, para isso, sei que ainda sofrerei algumas rejeições, todos os escritores sofrem Hayley, não desistas por isso. Stephen King foi rejeitado por 300 editoras, sabia? Hoje ele é famoso graças a sua mulher que encontrou no lixo, que ele jogou de raiva, O Iluminado e enviou para uma editora que o aceitou. Vida de quem escreve não é fácil.
Da foto, eu achei piada, ela foi inconveniente porque queria que eu mostrasse todo o rosto, para quê? Sou escritor e não modelo. haha. Aparece cada tipo... Para dar reblog eu descobri como faz, vai no post que gostou e tem uma opção escrito reblog, vem antes do coração se não estou enganado.

Christian disse...

Eu não tive saída, a professora praticamente me intimou. haha. Isto do blog é muito interessante, gosto quando há os que interagem, a mim não me agrada comentários "lindo", "gostei", parece-me que a pessoa nem se deu ao trabalho de ler o que escrevi. Quem lê, opina. Quem está em blogues é porque gosta de escrever, certo? Embora tenha uns blogues por aí que deviam ser transferidos ao tumblr, os textos são minúsculos. E penso que quem gosta de escrever, tem que gostar de ler também. Stephen King escreve terror, mas seus livros são fantásticos, mais grossos que a bíblia! haha. Muito bom escritor, recomendo. Não pense que no Brasil seja diferente, aqui escritor tem que correr muito atrás também para ser reconhecido. Uma pena. Uma pena porque o que vemos em blogues em sua maioria são tantas futilidades de sapatos, roupas, quando estas pessoas podiam estar escrevendo conteúdos bons. Mas esta é a blogosfera, infelizmente! Claro que ia conseguir mexer no tumblr, es muito inteligente. :) E também es escritora, se escreves, es escritora. Não ter uma obra publicada não quer dizer que não seja. Também recebi comentários ruins, mas temos que saber de quem vem para melhorar, há muitos ignorantes que só querem criticar.
Eu também odeio tirar fotografias, haha. Temos outra coisa em comum. :D

Christian disse...

Isso mesmo, disseste tudo! Por isso minha indignação com os blogues dedicados as futilidades, porque muitas vezes estas pessoas estão esperando retribuição do "gostei" delas e se eu disser "gostei" também, vai ficar gay! haha.
Stephen King, recomendo que comeces por Carrie, O Iluminado e IT, livros fantasticos, depois passes as outras obras dele. E Stephen e para quem gosta mesmo de ler! Muitas e muitas paginas.
Nao penso que seja escola que nos traga inteligência, mas sim, a vida. E isto você demonstra ter, tem maturidade, vê-se em seus escritos, os escritos são um pedaço de nossas almas e não podemos corrompê-los. Eu também escrevo textos extensos, não quer textos extensos, mude-se para o tumblr!
Haha, muito boa a frase de sua avó.

Christian disse...

Haha, as vezes é impossível retribuir. Não sei como fazer um comentário ou dizer que gostei de um esmalte laranja quando só uso o preto gótico/emo. :P
Eu penso que os nerds, sejamos claros, haha, perdem grande parte da vida e da diversão só a preocuparem-se com os estudos. A vida não pode girar em volta de uma coisa só, senão, ficamos sem experiências e nada me agrada mais que experiências e desafios novos.
Não vi nenhum tumblr ainda com textos extensos... quero ver. Os não-leitores estão condenados sendo assim. haha.
Tens razão, acho que foi a única a perceber isso. A maioria de minhas críticas eu coloco um senso de humor, para não ficar pesado ao leitor. Meu objetivo de vida não é deixar ninguém para baixo, há alguns textos que leio que são puras vitimizações, a "síndrome do coitadinho da net" que eu sempre costumo dizer. As entorses são terríveis sim, não estou em 100% ainda, em fisioterapia ainda, mas temos que levar a vida de um jeito mais leve, se desesperar-nos por tudo, teremos um enfarto antes dos 25.
Tal qual você, também procuro ser reservado em meus escritos, as vezes quando o assunto é serio, como um alerta como a postagem daquela "amiga" eu acho necessário, mas sempre muito cauteloso.
Nossas vidas não são um teatro onde estamos no palco para que a platéia esteja a rir ou chorar conosco. Colocamos apenas fragmentos dela em nossos escritos e deixamos coisas subentendidas. Este é o interessante de escrever para mim.
E sim, estava tudo em hebraico e "plantando bananeira", quero assassinar alguém" haha.

-isabel disse...

Não faz mal :) Boa sorte com os exames!

Christian disse...

Também não tenho o hábito de ser mal-educado. Mas não vejo obrigação em seguir um blogue o qual não me interessa apenas porque o dono ou dona dele segue o meu. Segue é porque gostou ou porque tem interesse.
Não participo de blogues de música, mas posso imaginar que pode haver muitas discussões pelas brigas. E acho brigas por internet, com pessoas que não vês e nunca verás, a coisa mais idiota que existe. Certo que há alguns que quase ficam ao ponto de tirar-nos do sério, mas penso ser imprescindível o auto-controle, o respirar fundo, o contar até dez ou o que seja necessário para não perder a cabeça nestas horas. Porque discutir com idiotas, eles sempre lhe ganharão por experiência. haha.
Também discordo das avaliações! Os nerds entendem de coisas, mas com muitas limitações e isto eu não quero em minha vida.

Cláudia Matos disse...

Tens futuro miuda!
Obrigada pela tua visita!
Não tenho dado atenção ao blog, talvz agora depois dos exames.
Beijokas quida!

Christian disse...

Uma correção: discussões pelos gostos e não pelas brigas. haha

Patrícia ♥ disse...

Que lindo o seu cantinhoo..
adorei aqui!!

estou seguindo..
retribui??

beijos
http://pathyoliver.blogspot.com
http://momentosdapathy.blogspot.com

karina disse...

está perfeito como sempre, desculpa o atraso no comentário.
amo cada vez mais a história :)