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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Jornalista - XI

Pedir para uma pessoa ficar pode acarretar graves problemas, mas pelo menos não fiquei com o sentimento de que podia ter tentado. Oliver não modificou a sua decisão. Contribuí para que ele fizesse as malas mais depressa. Questionei para onde ele ia, mas nunca me respondia. Resolvi deixá-lo açambarcar todas as suas coisas e fui-me embora, pensando sempre na pequena traição que tinha cometido e sentia-me mal por não o ter impedido.
Oliver queria-me fazer escolher entre ele e Jared, mesmo sabendo que a minha decisão estava tomada mesmo que ele fosse quem diziam que ele era. Porque eu amava-o não por aquilo que ele devia ser, mas sim como ele era para mim, embora se essa fosse a verdade eu, provavelmente entraria num estado iminente de depressão. No entanto, não queria pensar nisso. Oliver era apenas uma página aberta no livro, na qual eu não queria voltar a reler. Oliver teria de deixar de ser motivo da minha auto-destruição interna e da minha inquietação. Mas não queria ouvir sequer ninguém a pronunciar o seu nome. Tinha de pensar numa maneira viável de incutir a Jared que tive necessidade de ir a casa mas não me apeteceu mentir-lhe. O máximo que podia acontecer era ele ficar quezilado comigo e dar-me uma panóplia de lições que visavam alteram o meu comportamento de liberdade excessiva porque tinha de deixar de olhar para o meu umbigo... Parecia a minha mãe a dar-me lições de moral.
Quando cheguei, já era hora de almoço e vi Jared fielmente especado ao lado da minha secretária com um olhar ameaçador e fulminante que me fez pressentir que ele estava mesmo zangado. Tentei sorrir para quebrar um pouco aquele clima pesado, mas de nada adiantou.
- Posso saber onde andaste? - questionou, fleumático.
- Estive a tratar de assuntos... pessoais. - respondi.
Ele pegou numa madeixa do meu cabelo e sentiu o cabelo molhado.
- Pessoais... - repetiu monocordicamente. - Assuntos esses relacionados com Oliver Robbins. - vociferou. - Como é que consegues ter uma forte amizade por alguém que está a tentar-nos separar? Por que é que tentas sempre com que ele fique, com que ele interfira na nossa relação? Às vezes dá-me a sensação que gostas mais dele do que de mim.
- Por que tens tanto medo dele? Por que tens essa reacção quando falo com ele? Ele nada tem a ver comigo. Se eu quisesse ter alguma coisa com ele, não manteria esta relação contigo. Mas já que duvidas tanto, é melhor ficarmos por aqui nesta conversa.
Os seus grandes olhos arregalaram-se. Eu deixei-o reflectir sobre o que ele tinha insinuado. Quando me preparava para sair, ele agarrou-me pelo braço.
- Espera, Hazel. Eu não quis dizer aquilo... Por favor, não te danes comigo. Eu não tenho lidado muito bem com toda esta situação. Sei que tenho um instinto de super protecção para contigo. Eu vou tentar dar-te mais liberdade. - Largou-me. - Vou tentar.
Puxou-me contra si. Tentei mostrar-me desinteressada e repeli-lo, mas ele tinha uma força abrupta tornando-me incapaz de "lutar" contra ela. Também não fazia parte dos meus planos repeli-lo. 
- Não se deve forçar uma mulher grávida. - referi.
Ele soltou uma gargalhada ainda agarrando-me pela cintura.
- Isso aplicar-se-ia se efectivamente não quisesses.
Sorri.
Larry apanhou-nos desprevenidos. Recompusemo-nos desajeitadamente. 
- Eu avisei-vos. - referiu.
- Desculpe, Larry. A culpa foi minha. - disse Jared afastando-se, acabando por sair da sala.
Larry sentou-se na cadeira cruzando as suas pernas.
- Então...
- Então não o consegui persuadir... Ele vai embora, definitivamente. - choraminguei.
Larry suspirou.
- Eu não posso colocar Jared no local de Oliver. Se não estivesses grávida, serias tu, sem réstia de dúvida. Mais burocracia! - disse com ironia, saindo da sala.
Fiquei a pensar no que Larry tinha dito mas eu nunca me iria sentir bem a ocupar o lugar de Oliver.
- Então queriam que ocupasses o lugar de Oliver? - questionou Jared que entrou sorrateiramente.
- Eu iria recusar... de qualquer das formas. 
Subitamente o seu telemóvel começou a tocar. Com insatisfação retirou-o do bolso do seu casaco e observou de quem era a chamada. Fez um trejeito com a cara e ficou simultaneamente surpreso e angustiado. Escapuliu-se da sala e eu fiquei perplexa com a sua reacção. Devido à sua demora, fui almoçando. Quando finalmente chegou, já tinha recomeçado a trabalhar. Ele apareceu à porta com um olhar desolado e pediu-me que o acompanhasse. Segui-o fielmente até ao exterior. O forte vendaval fazia-me tremer.
Abruptamente ele lançou-se sobre mim apertando-me com muita força.
- O que se passa? - questionei.
- Sabes que és muito importante, não sabes? Sabes que era capaz de dar a minha vida por ti, não sabes? Sabes que fizeste aquilo que mais ninguém fez por mim...
- Jared, estás-me a magoar. O que se passa?
Ele afastou-se de mim consideravelmente, preocupando-se com o pequeno "McCallen". 
Ele deu-me a mão e fez com que me sentasse no passeio.
- Há coisas que ninguém sabe sobre mim, que nem sequer me são convenientes. - fez uma pausa. - Talvez mereças alguém melhor que eu. Alguém que te ame do mesmo modo que eu, embora talvez esse sentimento não faça grande diferença. Eu sei que o Oliver se foi embora por causa de mim. Sempre pensei que as suas ameaças fossem meras ilusões. - Encobriu o seu semblante. - Eu sei que ele te ama, não me convenço que seja da mesma forma que eu. 
Eu já sabia do que ele estava a falar.
- Eu quando digo que te amo, que te quero, que te desejo, não minto. Digo aquilo que nunca, nunca e jamais pensei dizer a alguém! - Acabou por sorrir. - E agora parece que estou a viver um sonho! Achas que alguma vez eu quis ter um relacionamento? Ser pai? Não. Nunca pensei que o viesse a ser. Comecei a pensar nisso quando te conheci porque estava certo que tu eras a pessoa certa. E és a pessoa certa. Eu, porém, não sou a pessoa certa. 
- Com quem falaste? - inquiri.
- Com alguém que nos pode prejudicar. Com alguém que nos vai prejudicar se nada eu fizer. - respondeu com os olhos vermelhos.
Acariciei o seu rosto. Ele retraiu-me.
- Podes nem sequer querer mais nada comigo, mas por favor, - suplicou. - por favor, vem comigo. Foge comigo! Eu quero manter-te viva, saber que o sangue te corre nas veias. Vem comigo. - disse finalmente apertando-me firmemente as mãos. 
Fechei os olhos. 
- Diz-me quem és. - sussurrei com as lágrimas prestes a transbordar.
Abri os olhos. Jared estava frente a frente comigo, de cócaras. Não me fixava. Olhava para o horizonte.
- O "Fantasma". - respondeu, numa corrente de choro.
Era o que eu esperava. Mil e um punhais rasgaram o meu corpo, os meus órgãos... os meus sentimentos.

11 comentários:

disse...

Obrigada :)
Já agora, continuas a surpreender-me com os capítulos do Jornalista!
Beijinho*

Catarina disse...

thank you darling
desculpa nao ter comentado os teus magnificos textos mas nao tenho tido mt tempo para ler estes mt grandes. o tempo passa smp sem nos dar descanso D:

Catarina disse...

Obrigada mais uma vez ;) o teu blog tbm e LINDO

Catarina disse...

Acho que não querida $:

Cláudia Matos disse...

Adorei :)
Prometo que quando tiver tempo explorarei o teu blog mais a fundo, amo *.*

Catarina disse...

sim +.+
quando a imaginaçao me vier ao de cima e o tempo me permetir

Mia disse...

Não tenho palavras com este capítulo!*
Lindoo =')
beijinhos

disse...

Olá! Já falei dessa teoria numa aula de Ciências, achei muito interessante, mas mesmo assim a teoria do Big-Bang cativou-me mais.
Beijinho*

Dommin disse...

estou a seguir :)* beijinho

Cláudia Matos disse...

Talvez seja devido ao facto da tua escrita ser mais complexa...ter um vocabulário elaborado e bom. Entendes?

DianaPereira* disse...

Oqeii :'D