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segunda-feira, 21 de março de 2011

As Últimas Flores para o Hospital - Cap. X (A Verdade)

Na manhã seguinte acordei envolvida nos meus lençóis e não me lembrava sequer de ter-me locomovido até lá. Olhei para o meu lado esquerdo e vi Ian a dormir profundamente ao meu lado com o tronco nu. Ficava tão lindo quando estava a dormir que não lhe consegui resistir. Abraçei-o e tentei adormecer novamente mesmo sabendo que já eram sete da manhã e que devia ir estudar para o exame. Subitamente ele estremeceu e acordou sobressaltado. Olhou para mim.
- Ainda bem que estás aqui. – disse, abraçando-me e beijando-me
- O que se passa? – perguntei acomodando a minha cabeça no seu tronco.
Ele demorou a responder.
- Sonhei com uma coisa que não foi agradável… - respondeu. – Não quero falar sobre isso. – Voltou a deitar-se.
- Eu devia ir estudar. – disse-lhe.
Ele estava tão absorto que nem me ouviu.
- Eu sonhei que te tinham morto, Blair. – começou. – Tenho medo que isso te aconteça com todo este alarido. Que raio tem aquele envelope? – questionou.
- Informação sobre a minha família. – confessei. – Eu quero abri-lo mas não tenho coragem. Marie Flore prometeu-me ajudar e pelo que eu percebi, finalmente vou descobrir quem é a minha família mas… eu tenho medo. Muito medo. – Abraçei-o.
Ele ficou muito pensativo e depois olhou para mim.
- Mas por que será que querem tirar-te esse envelope? Para não descobrires a tua família? Eu juro que não consigo entender...
Dito isto, levantou-se e caminhou até alcançar o derradeiro envelope.
- Não podes adiar isto para sempre. Eu vou ajudar-te a descobrir quem é a tua família custe o que custar. – fez uma pausa. – Blair, vou abrir. Promete-me que não vais desatar num choro compulsivo.
- Está prometido. – disse-lhe.
Senti o meu corpo tremer e o nervosismo apoderava-se de mim. Tudo parecia estar-se a passar em câmara lenta. Ian começou por rasgar o envelope. Tirou de lá quatro pequenos sacos transparentes com três tipos de cabelos diferentes. Claramente que o mais comprido era meu. Ian pousou os sacos em cima da pequena mesa redonda e olhou para mim para ver a minha reacção. Tirou depois uns papéis: os derradeiros papéis que anunciavam quem era a minha família. Senti um arrepio. Ian começou a lê-los e, abruptamente deixou-se cair como se fosse um peso morto na cadeira. Ele não despregava o olhar das folhas.
- Hum… Ian, está tudo bem? O que diz aí? – questionei, levantando-me para ir ver o que estava escrito na folha.
Subitamente ele olhou para mim com um olhar que figurava desespero, angústia e estupefacção.
- Blair… - murmurou, levantando-se e afastando-se de mim.
Tentei alcançá-lo mas ele repeliu-me. Exasperada, disse-lhe:
- Afinal és como todos os outros! Passaste uma noite comigo só para contares aos teus amigos que estiveste com a filha de Barbara Fielding, não foi? Confessa, Ian! Confessa! – disse com as lágrimas a brotarem-me dos olhos. – Desiludiste-me… pensei que me completasses que fosses tudo aquilo que me completava, mas pelos vistos enganei-me. – Dito isto, empurrei-o e começei a vestir-me e a atirar as suas roupas para abandonar o meu quarto.
Olhei-o nos olhos e vi que ele estava confuso e que tinha deixado cair os papéis como se fosse incapaz de os carregar.
- Sai do meu quarto agora! Nunca mais me procures! – bradei.
Ele continuava sem se expressar. Olhava-me com confusão.
- Blair… - murmurou. – Ouve-me. Pára de arrumar as minhas roupas! – disse-me agarrando-me os braços. – Nós não podemos ser namorados. – disse-me quase chorando.
- Por quê? – inquiri também confusa com os olhos encharcados.
Ele não olhou para mim. Susteve a respiração e depois com uma dificuldade imensa em procurar as palavras certas, murmurou:
- Nós somos irmãos, Blair. John é o teu pai e eu sou o teu irmão supostamente morto. E tu… tu és a minha irmã que eu julguei ter perdido juntamente com a minha mãe… Barbara Fielding é a minha mãe.
Dito isto, largou-me e vestiu-se. Eu fiquei petrificada, no meio do quarto a olhar para ele e a sintetizar a informação que ele me tinha dado.
- Mas… - começei por dizer. – eu sempre pensei que as iniciais fossem L.C e não J.Y.
Ele olhou-me com os olhos vermelhos e limpou-os com os punhos da sua camisola.
- John Liam Copperfield Yorke. – disse-me com a voz trémula.
Dirigi-me morosamente até à cama onde me sentei a pensar em tudo o que se estava a passar. Eu amava Ian com todas as minhas forças. Estava disposta a sacrificar tudo aquilo que era por ele. Ele completava-me, fazia-me sentir bem, era tudo aquilo que eu não era mas gostava de ser. E, quando a minha vida estava a mudar para melhor e quando eu já estava a ultrapassar a morte da minha mãe descubro que a razão da minha felicidade estava prestes a terminar. Começei a chorar compulsivamente.
Senti as mãos de Ian tocarem-me nos ombros e senti o seu hálito.
- Eu nunca vou deixar de te amar, Blair. Nunca.
Olhei para ele e vi que ele estava a sofrer tanto como eu.
- Ninguém precisa de saber disto, Ian. – acabei por dizer. – Ninguém precisa de saber que somos… irmãos.
Ele hesitou. Novamente nem um palmo de distância nos separava.
- Iríamos conseguir viver com isto para sempre? – questionou com uma voz trémula.
Baixei o olhar.
- Eu não sei se vou conseguir deixar de te amar, Ian! Eu não vou conseguir! Eu não suporto a ideia de te poder ver mas não te poder beijar, percebes? – questionei.
- E tu achas que será fácil para mim desejar-te eternamente e saber que não posso porque és sangue do meu sangue? – Vestiu o seu casaco. – Eu não quero separar-me de ti, Blair. Eu… não sei o que fazer. Temo o presente. Temo o nosso futuro. Temo amar-te cada vez mais mesmo sabendo que é impossível vivermos juntos sabendo nós que somos irmãos.
Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça.
- Blair… - murmurou acariciando-me a face. – Apenas te quero pedir uma coisa…
Olhei-o com tristeza e angústia. Ele afastou-se de mim de modo a conseguir controlar-se. Olhou-me nos olhos durante pouco tempo.
- Vamos fazer de conta que nada disto aconteceu e que somos apenas amigos. – fez uma pausa. – E… ama alguém tanto quanto amas a mim. Ama alguém que te mereça. Encara isto como se fosse um conselho do teu… irmão mais velho.
Ouvir aquela palavra contundente fazia-me pensar num fim inevitável. Elevei a minha mão para lhe tocar na face, pensando que ele iria afastar-se. Ao contrário das minhas expectativas, ele colocou a sua mão por cima da minha e aproximou-se de mim. Caindo na realidade, afastou-se.
- Não me seduzas, Blair. Eu não sou de ferro. – disse-me já se encontrando próximo da porta. – Adeus e… perdoa-nos.

(Continua)

45 comentários:

Junior Rios disse...

Hayley, esta história prende minha atenção sempre que passo por aqui...É muito legal e positiva a forma como desenvolve o texto!

Bjo e uma ótima semana!

wwwsinparangon.blogspot.com

márciaboaventura disse...

óh, muito obrigada, fico muito contente :')
gosto bastante desta tua história, parabéns *-*

márciaboaventura disse...

fico muito contente por teres gostado, obrigada! :'D

Cláudia disse...

Olá fofinha. Tenho andado ausente da net. Aliás, tenho andado ausente das pessoas...
Desculpa às vezes não te dizer nada, mas há dias em que só apetece ficar sozinha.
Obrigada pela carta, gostei muito!
Um beijinho pra ti jeitosa :)

** gosto da música de fundo ;)

Lúcia Cruz disse...

que linda o:

lara beatriz disse...

adorei :o
ói, até mete pena saber que eles descobriram que são irmãos, são um par tão fofo, todo este suspance enche-me de curiosidade para saber o que vem a seguir. *-* beijinho

Catarina disse...

sim obrigadaa *.*

adoreiii

lara beatriz disse...

Vais acabar por encontrar um fim impressionante, de certeza. Comecei à pouco a escrever aquela que seria a minha nova história mas já não sei, há histórias que nos fazem mesmo pensar bastante xb

lara beatriz disse...

e não vais, vais ver. :)
eu também acho que têm algo de diferente do que as outras, mas ando numa altura com pouca inspiração :s

Sara'C disse...

Como a Sofia diz:
'Qualquer pai é melhor que o Manuel'

Lúcia Cruz disse...

ohm, não é nada de mais querida :$
a história está linda, quero ver o final o':

mariana f. disse...

quando quiseres, força, manda (:
quanto àquilo de ser médica, sim.. mas eu não quero mais nada.. o meu objectivo sempre foi aquele. se não for aquilo, não sou nada.. é como uma dependência (:

Al* disse...

não sei mas acho que já esperava este desenrolar apartir do momento em que se conheçeram.
mas mesmo assim surpreendeu, gosto imenso de ler-te e não ser porquê.

espero continuação ;)

kiss, Al*

Gonçalo disse...

Gostei Gostei Gostei :)

bjo

Al* disse...

Eu acho que nao têm mal nenhum induzir as pessoas em erro!

O que importa é conseguir surpreender o leitor e eu adoro quando me surpreendem. por isso, acho que nao tem têm mal e duvido que fosse assim tãao confuso! E essas intrigas que crias fazem a historia ainda mais interessante.
Não percebo porque se queixaram!

E não precisas de agradecer.
kiss,Al*

Al* disse...

concordo plenamente contigo. apesar de nao conseguir cria-las no papel. Na minha cabeça, sai um filme brutal, mas depois no papel fica seco e sem sentido.
Por isso, gosto mais de ler.

A outra que fizeste, acho que a "O Jornalista", eu gostei imenso, sempre me interessou um policial meio romantico ou romantico meio policial, nao sei como classificar o teu xD

Al* disse...

Aposto mais no romantico meio policial com as suas doses de drama, agora que penso melhor nisso xD

e ainda só escrevi uma história e apenas porque me desafiaram.
E acho isso, brutal. Mas as tuas ideias surgem quando precisas, as minhas surgem no meio das aulas de Português ou Quimica. E depois chego ao pc, nao saí nada. O que é extremamente estupido.

disse...

Olá, e obrigada por todos os conselhos e sugestões! Vou tentar fazer isso tudo, e espero mesmo que resulte, e espero não me afastar ainda mais do blog :)

Lúcia Cruz disse...

sim, testes e tudo é compriensivel, querida (:

andreia sofia disse...

estou a adorar *.*

My dream is a secretgold disse...

Gostei... Sigo =)

ac disse...

perfeito , perfeito !
esta até agora foi a parte que eu mais gostei , está fantástica «3

andreia sofia disse...

de nada querida (aa)

Joana Patricia Fonseca Silva disse...

Que lindo querida adorei, está mesmo muito lindo :D
Quero saber o que ira acontecer a seguir :D

JoanaSantos disse...

Obrigada *.* quando quiseres já sabes :p

Joanna ☮ disse...

Não tens nada que agradecer, eu adorei (:
É verdade, é horrível quando nos dão esperanças e depois nos dão para trás ao mesmo tempo que só nos magoam sempre que abrem a boca :s
Talvez há de nascer o tal que seja o contrário do que nós achamos mau... +.+
Obrigada eu , beijinho (:

Catarina disse...

awesomeeee
cada vez tens mais gente que aprecia as tuas historias. o teu blog esta a crescer :D

obrigada :)
os homens tbm choram e as vezes eles esquecem-se disso e tentam-se mostrar maiss fortes do que sao.

Catarina disse...

ora essa so digo vdds :)

- o que quer que seja, vem de dentro. disse...

Estou a adorar :D
continúa!

- o que quer que seja, vem de dentro. disse...

óh, de nada :D
vou ficar à espera (: , e vou seguir *

Beijinho

Catarina disse...

sim :DD obrigada amor

nênê disse...

Obrigada mesmo querida *.*

Rita disse...

Vou seguir **

estou completamente rendida á tua escrita maravilhosa.
quero a continuação :p

lara beatriz disse...

como não queria escrever algo parecido e tive uma semana pró difícil custou a sair alguma coisa e ainda nem sei se saiu algo de jeito. Desta vez acho que vou deixá-lo em paz e vai ser ela mais ou menos a 'culpada' :)
beijinho

Al* disse...

é mal de muita gente boa -.-
mas prontos.
E o teste já está e nao correu muito mal até
e a ti?

lara beatriz disse...

fico feliz por teres gostado :)

Al* disse...

Não quero estar com grandes expectativas porque houve perguntas em que nao fazia a minima ideia de como se fazia! Fizeste teste a que?

Al* disse...

Era de Quimica :)

Al* disse...

Estás em que ano?
Eu sou de extremos, depende se eu estudo tudo asim de alguns dias antes xD

Mi disse...

Adoro o teu blog :)

E a música *

Al* disse...

Que curso?
Eu estou no 12ºano do Cientifico ;)

Al* disse...

Entao, devias estar no qual?

Al* disse...

Entao porque não estás ?

Al* disse...

Sim, trocar agora é estupido! Já nao vale a pena! Mas tipo porque nao foste logo desde o 10ºano?

Al* disse...

Perdes um ano :s
Mas se achares que vale a pena, força ;)