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domingo, 7 de agosto de 2011

Vida

Às vezes acho que devo ter uma espécie de revolta contra a sociedade e contra a minha família. Cada vez que os vejo, uma súbita raiva me envolve e me faz sentir constantemente deslocada e com vontade de lhes espingardear e dizer-lhes tudo o que quero. De facto, digo-o e neste preciso momento, estão aqui, ou melhor, na casa da minha tia a falar tão alto que eu consigo-os ouvir daqui e, sinceramente, apetece-me mandá-los calar ou mandá-los embora. Não os suporto. Nem a eles nem aos seus filhinhos queridos que cada vez que os vejo apetece-me pedir a alguém que tenha poder para tal ou adquirir uma mutação genética e me seja conferida a capacidade de me abduzir ou ficar invisível porque eu não suporto miúdos com mentalidade igual à dos pais, na qual, podem até nem comer nada, passar fome e tal mas têm que estar todos aperaltados, com telemóveis topo de gama e um carro de meter inveja a qualquer um. Eu não crítico se eles tivessem um laivo de nível. Se estivessem caladinhos e não abrissem a matraca passariam por pessoas chiques mas quando a abrem... bem, sai asneira, uma torrente imparável de impropérios e os filhos, com 10, 8 e 6 anos vão pelo mesmo caminho. 
Há uns anitos atrás eu teria paciência para eles mas com a minha idade torna-se difícil aturar uma miúda de 10 anos que só pensa que é linda, bonita, em me contar namoros e outras coisas que é melhor nem falar. Um miúdo de 8 que passa a vida a jogar na playstation e um de 6 que só faz asneiras e pensa que tem o rei na barriga... Ora, lamento informar mas coisa que eu nunca tive foi paciência para crianças assim. Eu gosto de crianças e muito, mas disciplinadas e inteligentes que têm educação e não agem como criancinhas, mas agem como pessoas já construídas mesmo sendo crianças. Eu, com dez anos, eu não era assim. Eu era muito mais calada e muito diferente do que eles são. Queria lá saber de telemóveis, roupas caras e as malditas aparências! Nem hoje quero! O que eu mais queria era ver-me livre desta maldita corja que me atormenta e me dá vontade de cometer um chacinanço de tal ordem que me fervilha o sangue! A minha família não presta... de verdade que não, se efectivamente o fossem, não diriam mal de mim nem diriam que eu tinha a mania que era inteligente só por andar no ensino secundário (como se isso fosse grande coisa)! Eu não tenho sequer culpa que os nossos ideais não coincidam mas eu não vejo o mundo da mesma forma que eles vêem. Não o vejo sendo um local agradável onde as aparências bastam. Para mim é o oposto. E... eu fiz muito mal na minha infância deixarem dizer que eu era "muito diferente de todas as crianças", porque eu era a anormal (é, eles diziam mesmo isto) porque se eu começasse logo a ser como sou, eu não teria uma grande adversidade a eles como tenho actualmente. Aliás, eu só mantenho relações com eles porque sou obrigada e assim que saia desta casinha... family! Goodbye! Nunca mais volto a falar com eles, nem sequer faço questão. Enervam-me pessoas assim que têm a mania de acusar os outros de se acharem superiores quando eles são umas mentes retrógradas que se recusam a ver a realidade onde vivem e a realidade em que estão a encaminhar os filhos! Eu que tenho cerca de doze anos a menos que a mãe, sei o quão custa poupar para ter algo e que nada é de mão beijada mas os filhos dela... bem, têm tudo e vão ser umas crianças fúteis, sem princípios e interesseiras. Eu continuo a achar que fui trocada na maternidade... é que só pode! Mas pronto... como diria a minha professora de português "Viemos ao mundo foi para sofrer!". 

P.s Eu sei que a qualidade deste blog tem vindo a diminuir mas, ultimamente, tem-me sido impossível fazer o que costumo aqui fazer, e, muito provavelmente, e peço desculpa aos seguidores, não continuarei a postar a história "Como desaparecer completamente". No entanto, prometo que vou voltar em grande (ou pelo menos espero) antes de Setembro com outra história. Espero não desiludir e, mais uma vez, peço imensa desculpa aos que seguiam a história. 

3 comentários:

Al* disse...

Que post tão estranho.
Nao sei o que diser :s

Gato disse...

Também se passa o mesmo na minha família. Gostam muito de dizer que são bons, mas depois...

Cármen disse...

A mim acontece-me exatamente o mesmo nessas situações. É verdade, sou uma rebelde e uma revoltada, mas sou-o com princípios morais filosóficos de justiça e respeito. Não porque me tenham ensinado a tal, mas porque analiso o mundo à minha volta, analiso-me, estudo o que outros têm a dizer e tento seguir o que é mais correto. Ora vendo eu os meus ideais com tanta cautela a serem destruídos sem a mínima preocupação e por tantas pessoas, claro está, tenho tendência a irritar-me. Tento, cada vez mais, controlar esses impulsos emocionais, mas, confesso, por vezes sou fraca e deixo-me levar pela raiva.
Enquanto li esta tua entrada a minha vontade foi esbofetear essas pessoas.